Dificilmente alguém não está sabendo do lançamento do iPhone 3G na próxima sexta... Preparando o terreno para uma nova série de serviços criados para usuários do iPhone (mas que também servem para quem não tem um), a Apple acabou de tirar do ar, permanentemente, o seu portal .Mac.
E em uma campanha de marketing no mínimo interessante, a Mozilla Foundation está realizando uma campanha visando o maior número de downloads possível no intervalo de 24 horas. Assim, quem quiser colocar o Firefox 3 no Guinness, basta baixá-lo diretamente da página Download Day 2008 a partir das 14 horas (horário de Brasília).
O Firefox 3 passou por uma extensa fase de testes com 8 versões (5 betas e 3 release candidates). A cada nova versão de teste, novos recursos foram incluídos, o visual foi refinado (o Firefox agora conta com interfaces específicas para cada sistema operacional - Mac OS, Linux, XP e Vista), a estabilidade foi melhorada e a velocidade tornou-se um dos seus grandes trunfos.
O número de novidades é grande e o Firefox 3 tem tudo para se tornar um grande sucesso, vale a pena experimentar.
Cada vez mais encontro usuários de smartphones que me perguntam quais os aplicativos que mais uso em meus aparelhos. Aproveito este post para listar o que tenho instalado atualmente nos dois celulares que uso atualmente, um Nokia N82 e um iPhone.
O N82 é um dos melhores aparelhos já fabricados pela Nokia e é, atualmente, um dos celulares com a coleção de recursos mais completa. Justamente por isso, é um dos aparelhos que mais se beneficiam da grande gama de aplicativos disponíveis para a plataforma S60. Eis o que carrego instalado no meu exemplar:
- Active File: Na minha opinião, o melhor gerenciador de arquivos para S60.
- BPEnabler: Software de apoio para o BluePhone Elite, um excelente programa de gerenciamento de ligações e mensagens para Mac que permite o controle completo do celular através do computador.
- Calcium: Calculadora básica mais amigável que a calculadora padrão da plataforma S60.
- Conversation: Extensão para a agenda de contatos que permite uma melhor organização das mensagens de SMS, separando-as por remetente.
- DEd: O melhor editor de texto disponível para S60.
- Energy Pro: Programa que permite acompanhar visualmente o consumo de energia do celular.
- FindOnAMap: Cliente que atualiza a posição do usuário via GPS no site de localização www.findonamap.com.
- GMail: Cliente para o serviço de email do Google.
- Internet Radio: Aplicativo para acesso a rádios online.
- locr: Aplicativo para envio de fotos com tags de localização para o site www.locr.com.
- MobiReader: Leitor de ebooks.
- MobiTubia: Ótimo programa para assistir a vídeos do YouTube.
- N-Gage: Aplicativo para acesso ao portal de jogos N-Gage da Nokia.
- Opera Mini: Excelente navegador para celulares. Leve, rápido e compatível com diversos modelos de celulares.
- Qik: Programa para streaming de vídeo em tempo real para o site www.qik.com.
- Quickoffice: Programa para edição e visualização de documentos do MS Office.
- scanR: Aplicativo para reconhecimento de texto (OCR).
- Screenshot: Aplicativo para capturar telas.
- ShoZu: Aplicativo para envio de conteúdo para portais como Flickr, YouTube, Facebook, Blogger e vários outros.
- SIC! FTP: Cliente FTP.
- Share Online: Aplicativo para envio de conteúdo para os serviços online da Nokia.
- Skype: O mais famoso programa voip.
- Slick: Programa de mensagens instantâneas compatível com as principais redes (MSN, AIM, ICQ, etc.).
- SPODTRONIC: Aplicativo para acesso a rádios online.
- Sports Tracker: Programa para monitoramento de atividades esportivas com suporte a GPS.
- WalkingHotSpot: Aplicativo que permite compartilhar uma conexão 3G com outros dispositivos e computadores via antena Wi-Fi do celular.
- Web Server: Servidor web experimental da Nokia.
- Wellness Diary: Aplicativo para monitoramento da saúde.
- Widsets: Plataforma para utilização de widgets variados.
- WorldMate: Programa para viajantes, com informações sobre vôos, clima, fuso-horário, etc.
- Yahoo! Go: Aplicativo para acesso aos serviços do Yahoo.
- Books: Leitor de ebooks.
- BossTool: Gerenciador de memória.
- Capture: Aplicativo para capturar telas.
- Converter: Conversor de centenas de formatos.
- Docs: Aplicativo para acesso local a arquivos Office e PDF.
- FileBrowser: Gerenciador de arquivos.
- fring: Excelente aplicativo voip para dispositivos móveis. Compatível com Skype.
- MxTube: Programa para download de vídeos do YouTube.
- Sketches: Aplicativo de desenho simples, mas amigável.
- smartRSS: Um dos melhores leitores de RSS para iPhone.
- Swirly MMS: Aplicativo para envio de MMS a partir do iPhone. A versão atual só trabalha com fotos, não enciando áudio nem vídeo.
- VNotes: Aplicativo para gravação de som.
Britannica: Site para acesso a artigos da enciclopéfia Britannica.
CNET: Notícias sobre tecnologia.
Digg: Versão formatada para iPhone do famoso portal de compartilhamento de sites.
Evernote: Bloco de notas online, ótimo para manter informações sincronizadas com a versão desktop do Evernote, compatível com PC e Mac.
Facebook: Versão formatada para iPhone do famoso site de relacionamento.
iNetwork Test: Site para teste de velocidade de acesso.
JiveTalk: um dos melhores portais de acesso a mensageiros instantâneos, compatível com diversas redes (MSM, AIM, Yahoo, ICQ, GTalk, etc.).
Leaflets: Portal de acesso a um grande número de aplicativos web.
Meebo: Famoso portal para acesso a mensageiros instantâneos. Não oferece tantos recursos quanto o JiveTalk, mas é consideravelmente mais leve.
Mobispine: Acesso a notícias de fontes de todo o mundo.
TextOnPhone: Portal para acesso a centenas de ebooks. Permite o download de trechos de livros para leitura offline (os trechos ficam armazenados no cache do navegador).
Wi-Fi Finder: Lista de pontos de acesso em vários países.
Wikipedia: Interface de acesso ao Wikipedia formatada para o iPhone.
ZooVision: Portal de acesso a diversas fontes de vídeo online.
Acho que esta acabou se tornando uma listagem bastante extensa, mas acho que isso prova o quanto os celulares atuais são máquinas extremamente versáteis... :)
Quando o assunto é telefonia celular, há anos que nós, brasileiros, escutamos histórias e lendas baseadas em um mito fantástico: a terceira geração da telefonia celular.
Nossa lenda começa no final do remoto ano de 1996, quando foi fundado o Fórum UMTS (Universal Mobile Telecommunications System) com o objetivo de tornar a tecnologia WCDMA o padrão da telefonia celular européia do início do século XXI, subsituindo o padrão GSM.
Em fevereiro de 1999, a Nokia realizou a primeira ligação WCDMA experimental em sua rede GSM de testes e, pouco depois, começou a distribuir licenças de uso da tecnologia. Foi também neste ano que a Qualcomm apresentou o desenvolvimento do padrão CDMA 1x EVDO (Evolution Data Optimized), ainda chamado de HDR (High Data Rate).
Cinco anos após a fundação do Fórum UMTS, surge a primeira rede comercial de 3ª geração quando a japonesa NTT Docomo, em outubro de 2001, começa a oferecer a tecnologia para seus usuários, seguida pela Telenor (Noruega), Nortel (Espanha), Vodafone (Espanha). Em 2002, o padrão EVDO chega ao mercado como opção de terceira geração para as companhias que operam com a tecnologia CDMA.
Enquanto isso, aqui no Brasil, nós apenas acompanhávamos todo esse desenvolvimento, até que, em 2004, a Vivo apresenta sua rede EVDO, levando algumas cidades do Rio e de São Paulo à terceira geração.
Até 2007, muito pouca coisa mudou e, durante anos, a Vivo era a única operadora a oferecer acesso de alta velocidade no país a preços muito elevados. Com o leilão das novas freqüências no final de 2007, as operadoras GSM finalmente abraçaram a oportunidade de implantar novas redes de alta-velocidade no país e, hoje, contamos com duas tecnologias concorrentes, a CDMA EVDO usada pela Vivo e a WCDMA, atualmente usada pela Claro e pela TIM, mas que em breve será a tecnologia padrão em todas as grandes operadoras nacionais. A própria Vivo admitiu que irá implantar sua rede UMTS e não descarta a possibilidade de abandonar a tecnologia EVDO por questões de custo.
Por questões técnicas, a Claro foi a primeira operadora nacional a oferecer uma rede UMTS comercialmente no final de 2007, já que ela dispunha de banda ociosa para isso na faixa de freqüência de 850 MHz. Após o leilão do ano passado, todas as operadoras passarm a contar com bandas compatíveis com a tecnologia (na faixa de 2100 MHz) e, pouco a pouco, começam a oferecê-las ao público.
Assim, o Brasil encontra-se bastante dividido em termos de terceira geração. Estamos seguindo tanto padrões norte-americanos (CDMA EVDO da Vivo e o WCDMA de 850 MHz da Claro) quando o padrão europeu (WCDMA de 2100 MHz). Entretanto, a tendência é que, em breve, todas as operadoras migrem para a a faixa de 2100 MHz, o que coloca a TIM em uma vantagem temporária por ser a única operadora trabalhando atualmente com esse padrão.
E, após uma campanha pesada da Claro vendendo sua rede 3G, a TIM começa a fazer o mesmo, mas com uma vantagem importante. Ao contrário do que ocorre com as outras operadoras, o cliente TIM não precisa adquirir nenhum plano adicional (como o Vivo Zap) e nem migrar para um plano especial (como é o caso do Claro 3G). Tudo o que ele precisa é colocar seu chip em um aparelho 3G e estará apto para navegar a velocidades de até 1 Mbps na rede TIM 3G+. A contratação de um plano de dados é opcional, mas vantajosa já que a navegação fora de um plano de dados é muito cara. O único caso em que o usuário é obrigado a contratar um plano de dados na TIM é se ele desejar navegar a velocidades superiores, que podem chegar a 7 Mbps.
Estou testando a rede UMTS da TIM desde o seu lançamento oficial no dia 1º de maio e os resultados são animadores. Nos locais onde moro e trabalho, o sinal é muito bom, sendo inclusive mais forte que o sinal GSM da operadora. Entretanto, ainda há muitas áreas de sombra aqui no Rio de Janeiro, onde o sinal 3G simplesmente desaparece e o celular passa a operar em modo GSM. Aos poucos, esses problemas serão resolvido, como ocorre na fase de implementação de toda nova tecnologia.
A navegação realmente é rápida, conforme pode ser verificado na imagem a seguir, capturada do site SpeedTest:
Com uma velocidade de download de 982 kbps, a rede 3G da TIM mostra que está começando com o pé direito. Vamos ver se eles conseguem manter esse padrão...
2008 marca a entrada oficial do Brasil na telefonia de banda larga. Agora é só aguardar a concorrência fazer a parte dela, trazendo melhorias no serviço e quedas de preço. Quem sabe em breve não possamos substituir nossas conexões a cabo por acesso sem fio à rede 3G?
Para quem ainda não conhece, o Adobe Interactive Runtime (AIR) permite a criação de aplicativos online multiplataforma. A idéia, basicamente, é transpor aplicativos Flash diretamente para o desktop do usuário, ou seja, um desenvolvedor pode criar programas em Flash que rodam normalmente dentro do navegador ou podem ser baixados e instalados como aplicativos convencionais.
As vantagens disso são evidentes. Primeiro, qualquer aplicativo online pode ser facilmente adaptado para rodar diretamente na máquina do usuário. Segundo, uma única versão pode rodar tanto no Mac OS X quanto no Windows, não há a necessidade de se compilar versões diferentes de um mesmo aplicativo (uma versão experimental do AIR para Linux também está disponível) e com isso abre-se mais uma porta para o desenvolvimento de software multiplataforma. Finalmente, por ser baseado em tecnologias como AJAX, Flex e Flash, o AIR é uma excelente forma de programadores web ingressarem no universo da programação de aplicativos para computadores sem a necessidade de estudar outras linguagens.
Mas este não é um post específico sobre o AIR, mas sim sobre o novo media player que a Adobe está lançando para concorrer com aplicativos como o QuickTime Player da Apple e o Windows Media Player da Microsoft.
Muito mais que um player, o Adobe Media Player (AMP) é também um canal de distribuição de conteúdo em vídeo de fontes como CBS, MTV, NBC e Universal Music. A partir do aplicativo, o usuário tem acesso a programas como CSI (incluindo os spin-offs CSI: Miami e CSI: New York), The Hills, Além da Imaginação, Jornada nas Estrelas, Melrose Place e muitos outros. A própria Adobe oferece um canal próprio, com diversos tutoriais, dicas, curtas e reportagens.
A interface do aplicativo é minimalista, bem acabada e visualmente interessante. Baseada em Flash, oferece vários efeitos visuais ao mesmo tempo em que facilita a interação do usuário permitindo o uso de filtros para facilitar a busca por conteúdo.
O Adobe Media Player suporta DRM (Digital Rights Management), o que significa que o usuário pode encontrar conteúdo que só pode ser exibido via streaming, assim como conteúdo que pode ser baixado e armazenado no disco rígido. Tudo depende do que o fornecedor permitir fazer com seus vídeos.
Para quem tem o AIR instalado, o AMP é um aplicativo interessante que serve como uma ótima amostra do que vem por aí em termos de aplicativos ricos para a Internet (RIA - Rich Internet Applications).
E para aqueles que ficaram interessados em assistir aos vídeos da Adobe TV mas não querem instalar o AIR e o AMP em suas máquinas, fica aqui uma última dica: a Adobe TV também está disponível online no endereço tv.adobe.com.
Clarke fará falta... Seus contos e histórias inspiraram um número incontável de cientistas, pesquisadores, exploradores e inovadores. Em seus textos encontrávamos matéria prima para muitos de nossos sonhos.
Ao completar seus 90 anos, Clarke disse não ter arrependimentos, mas também não havia mais tempo para ambições. Tudo o que lhe restara eram três desejos. Primeiro, por acreditar que não estamos sós no universo, ele gostaria que a humanidade finalmente encontrasse evidência de vida extra-terrestre. Em segundo lugar, em tempos de aquecimento global, ele gostaria de ver o fim do vício da humanidade por petróleo. Finalmente, seu terceiro desejo era algo bem local, ele sonhava com a paz no Sri Lanka, país que assumiu como lar durante os últimos 50 anos.
Arthur C. Clarke foi um explorador submarino, promotor espacial e um grande responsável pela popularização da ciência. Mas ele mesmo afirmava que só queria ser lembrado como escritor e é através de seus livros que ele continuará vivendo ao nosso lado. E em respeito a esse último desejo, transcrevo a seguir três de suas mais famosas frases, hoje conhecidas como as três leis de Clarke:
"Quando um cientista experiente afirma que algo é possível, ele provavelmente está certo. Quando ele afirma que algo é impossível, ele provavelmente está completamente enganado."
"O único caminho para descobrir os limites do possível é aventurar-se além deles, através do impossível."
"Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia."
Boa viagem, Arthur C. Clarke...
Tempo... Tão escasso quanto eterno... Há tanto o que fazer que às vezes o sentimos escorrer pelas mãos, quase como se ele fosse substância, matéria palpável. Mas não podemos interromper seu curso, só nos resta tentar acompanhá-lo da melhor forma possível.
Assim, se não estou conseguindo atualizar este blog com a freqüência pretendida, ao menos sei que este espaço permanece aberto, esperando o momento em que o meu tempo me permite uma trégua.
Feito o desabafo, vamos ao tópico do dia: a abertura do iPhone.
A novidade da última semana foi a disponibilização do kit de desenvolvimento de software do iPhone. É interessante o fato de que esse SDK praticamente foi exigido pelos usuários. Quando foi apresentado, no início do ano passado, as pessoas não sabiam ao certo o que esperar do iPhone. Elas apenas sabiam que ele seria "revolucionário".
Um ano depois, com a poeira assentada, podemos olhar para ele com um pouco mais de objetividade. O iPhone, enquanto um celular, não é revolucionário. Não há nada nele que outros aparelhos não façam. Em alguns casos, a concorrência até faz melhor. O iPhone não possui acesso à redes 3G. O iPhone não envia MMS. O iPhone não filma, só fotografa. O iPhone não aceita cartão de memória. O iPhone não é um sistema aberto. São tantos "nãos" que, no final das contas, acabamos nos perguntando qual a razão de tanto sucesso.
Dois motivos são bastante claros. O primeiro foi a expectativa levantada em torno do produto. O iPhone foi um produto comentado e esperado por cerca de 4 anos. Todo mundo tinha uma opinião formada sobre como ele deveria funcionar, o que ele deveria fazer. O que a Apple apresentou era diferente de tudo o que foi imaginado. Mas, de certa forma, era o que muitos estavam esperando, um celular diferente, intuitivo e bonito, com a maçã estampada em sua carcaça.
O segundo motivo do sucesso foi sua interface. Enquanto o hardware não é revolucionário, e nem suas funções, a interface é. Totalmente gráfica, iconográfica, "multitouch", pela primeira vez um celular pode ser chamado de verdadeiramente intuitivo. Generalizar dizendo que qualquer um pode usar um iPhone sem nunca ter usado um celular antes pode ser um exagero, mas é certo que a curva de aprendizado foi muito reduzida. No lugar de menus complexos, o que temos agora é o contato direto com a informação. Literalmente tocamos nossos dedos nas imagens, nos textos, no sites, em nossos emails e manipulamos tudo isso como uma criança brincando com blocos de armar. A tecnologia não parece mais algo distante, complicado, intocável...
Mas havia uma séria limitação em um aparelho tão cobiçado: uma arquitetura fechada. Em tempos de tecnologia portátil, serviços móveis e ubiqüidade, não faz mais sentido falar em arquitetura fechada, não faz sentido não permitir que os usuários criem e desenvolvam seus próprios aplicativos. Os usuários do iPhone sabem disso, eles querem poder usar seus aparelhos com aplicativos variados, específicos, personalizados. Esse desejo levou à criação de toda uma comunidade focada no desenvolvimento de aplicativos. Hackers descobriram como programar para o iPhone e como distribuir seus programas e, com isso, muitos dos "nãos" originais do iPhone desapareceram. Agora ele envia MMS, ele filma, ele é "aberto". Qualquer um pode escrever um programa para o iPhone e distribuí-lo pela rede. Mas o problema é que não havia forma oficial de se fazer isso. A coisa toda era considerada alternativa. Hackear um iPhone invalida sua garantia. Muitos dos programas simplesmente não funcionam direito e sua instalação e configuração nem sempre é muito intuitiva.
Mas agora esse cenário começa a mudar. Levando em consideração os pedidos dos usuários, e vendo nisso uma oportunidade de mercado, a Apple passou a apoiar completamente o desenvolvimento de aplicativos para a plataforma. O iPhone SDK passa a ser uma maneira oficial de criar novos aplicativos e serviços, de maneira legal e sem interferir na garantia do aparelho. Os métodos alternativos tendem a desaparecer, mas isso não significa que as pessoas interromperão o desenvolvimento para o iPhone. Pelo contrário, agora um número ainda maior de programadores devem embarcar na brincadeira.
Não veremos o impacto disso imediatamente. O SDK foi lançado, agora temos que aguardar os desenvolvedores e a Apple fazerem sua parte. Os primeiros, desenvolvendo os novos aplicativos, enquanto que a segunda ainda precisa lançar uma nova atualização de software que permitirá o acesso à AppStore, a loja onde os programas serão vendidos. Sim, vendidos. Com o novo modelo, a Apple permitirá que os desenvolvedores cobrem pelo seu trabalho. Mas ela também permitirá que aqueles que quiserem distribuir seus programas de graça o façam tranqüilamente.
Na prática, o impacto do SDK só ficará mais claro a partir do meio deste ano. E este não será um momento fácil para a Apple pois a concorrência é grande. Windows Mobile, Symbian e agora o Android estão aí para lutar pelo mercado. E é nesse novo cenário que a Apple verá se sua investida no mundo dos celulares será ou não um sucesso.
Quanto a nós, usuários, estamos acompanhando um momento muito curioso. Nossos celulares estão evoluindo rapidamente e se isso é bom ou ruim, fica difícil saber. A tecnologia sempre nos traz vantagens e desvantagens, mas as possibilidades são muito interessantes. Que venha o futuro móvel...
Only Planet é o nome de um programa da Nokia bastante interessante que tive a oportunidade de acompanhar durante os últimos meses. Gostaria de aproveitar este novo blog para compartilhar um pouco desta fantástica experiência com vocês.
Como um programa internacional, o Only Planet visa proporcionar tanto para a Nokia quanto para faculdades de Design uma chance de compartilhar idéias relacionadas à cultura visual dos diversos países participantes.
Iniciado em 2003, a cada ano o programa busca a parceria de universidades de todo o mundo para participar de um projeto dividido em duas fases. Na primeira, os estudantes selecionados devem buscar fontes de inspiração e influências na cultura visual de seus países de origem. Em seguida, em uma segunda fase, os alunos são divididos em grupos onde devem criar produtos e serviços com base nos conceitos locais.
O processo de trabalho inevitavelmente culmina em uma série de experiências extremamente ricas não só sob o ponto de vista da criação de produtos inovadores, mas também sob a ótica de um maior aprofundamento sobre as questões culturais que guiam os comportamentos de nossa sociedade.
Ao ser convidado para participar da versão 2007/2008 do programa, fiquei bastante entusiasmado com a oportunidade de trabalhar com alunos de culturas muito distintas. Em nosso caso específico, fomos incumbidos de criar serviços móveis com base nas necessidades sociais do povo brasileiro. Trabalhamos o tempo todo em conjunto com alunos de uma universidade chinesa, comparando nossas necessidades com as deles, localizando alguns dos serviços que eles criaram para a sociedade chinesa e acompanhando o modo como eles localizaram alguns de nossos serviços.
Os resultados mostraram que apesar de uma grande diferença entre nossas culturas, as necessidades de comunicação com familiares, amigos e colegas são essencialmente as mesmas, não importando se você vive em um paraíso tropical repleto de contrastes sociais ou em em um país onde a superpopulação deu origem a políticas de controle bastante rígidas.
Os meses de trabalho foram muito interessantes, mas o ápice do programa é a realização de um workshop de dois dias com alunos de todos os países participantes, culminando com uma apresentação final na sede da Nokia onde cada universidade mostra os seus resultados mais importantes.
Este ano, a conferência foi realizada entre os dias 5 e 8 de fevereiro em duas cidades diferentes na Finlândia. O workshop foi realizado em Lahti, no Lahti Institute of Design, e a apresentação final foi em Espoo, na Nokia House. A cada ano, um tema é selecionado para a conferência e, em 2008, os debates giraram em torno da sustentabilidade.
Durante a conferência, a atividade mais interessante é sem dúvida o workshop de dois dias de duração. Entre alunos, professores e funcionários da Nokia, havia participantes de 12 países distintos trabalhando em uma dinâmica curiosa. Inicialmente, todos os deviam se misturar, criando cerca de 10 grupos com membros de países diferentes. Cada grupo deveria trabalhar em um tema distinto, dividido em duas categorias: embalagens e aplicativos sociais para celulares. O objetivo era projetar novos serviços, criar embalagens mais eficientes e ecológicas e definir novos métodos de distribuição.
Foi muito interessante perceber a grande preocupação que a Nokia está dedicando a essas duas áreas. Primeiro, como a maior fabricante de celulares do mundo, a Nokia sabe que para cada um dos 450 milhões de celulares vendidos anualmente há uma embalagem que será descartada. O desafio é reduzir drasticamente o tamanho das embalagens, reduzir ao máximo o uso de materiais não biodegradáveis e incentivar o reaproveitamento das caixas e sacolas para que elas tenham uma vida útil maior antes de irem para o lixo.
A segunda grande preocupação é tornar o celular um equipamento verdadeiramente social. Não é de hoje que a Nokia está anunciando uma mudança de foco da fabricação de aparelhos para provimento de serviços móveis para a Internet e, durante o workshop, eles deixaram bem clara a intenção de investir pesado na integração de novos aplicativos sociais nos celulares. Foi realmente impressionante a criatividade das soluções apresentadas após dois dias de trabalho.
No último dia da conferência foi realizada uma grande apresentação onde cada país teve a oportunidade de mostrar os projetos desenvolvidos nos meses anteriores. É praticamente impossível descrever a riqueza intelectual compartilhada em um evento desse porte, só a lista de países participantes certamente já desperta a curiosidade: Finlândia, Japão, Argentina, Itália, Namíbia, Irã, Turquia, Índia, Suécia, Polônia, Chile, China e Brasil. Não é sempre que temos a chance de trocar idéias com pessoas tão distintas, todas com a mesma preocupação: como usar a tecnologia para unir e ajudar a sociedade.
E não posso deixar de comentar que pisar na sede da Nokia foi algo insquecível para um nerd assumido como eu...
Hoje é mais um daqueles dias que todos os veículos de mídia afirmarão que entrará para a história. Duas grandes tecnologias se despedem (uma em âmbito global, outra apenas nos EUA), marcando, finalmente, a definição de alguns rumos de mercado.
HD-DVD (2006 † 2008)
Lançado como um dos padrões que revolucionariam a indústria do vídeo, o HD-DVD deveria se tornar a evolução natural do velho e conhecido DVD.
Criado pela Toshiba e lançado oficialmente no dia 31 de março de 2006, o HD-DVD começou sua carreira enfrentando a competição pesada de outro padrão, o Blu-ray da Sony. Apesar de possuir vantagens econômicas (a produção de discos e players HD-DVD é mais barata que a produção de mídia e equipamentos Blu-ray), o HD-DVD é tecnicamente inferior ao concorrente, principalmente no que diz respeito à capacidade de armazenamento.
Entretanto, o que marcou o fim do padrão não foi sua limitação técnica, mas o apoio da indústria de entretenimento. Inicialmente, os grandes estúdios se dividiram na hora de apoiar ambos os padrões. Empresas como a Warner e Universal ficaram do lado do HD-DVD, enquanto estúdios como Twentieth Century Fox e Walt Disney Pictures resolveram apoiar o concorrete. Este ano, no entanto, os estúdios que defendiam o HD-DVD resolveram mudar de lado quando a Warner declarou que não lançaria mais seus filmes neste formato, passando a trabalhar esclusivamente com Blu-ray.
A decisão da Warner foi seguida por outros estúdios, distribuidoras, lojas e empresas de tecnologia, o que finalmente levou a Toshiba a realizar a seguinte declaração:
"Toshiba Corporation today announced that it has undertaken a thorough review of its overall strategy for HD DVD and has decided it will no longer develop, manufacture and market HD DVD players and recorders. This decision has been made following recent major changes in the market. Toshiba will continue, however, to provide full product support and after-sales service for all owners of Toshiba HD DVD products."
Está encerrada a famosa "Guerra de Formatos" com a vitória do Blu-ray disc, agora o sucessor oficial do DVD. Pessoalmente, estou contente com a decisão da Toshiba. Apesar de mais barato, o HD-DVD era um padrão inferior, o que sempre me fez torcer pelo Blu-ray (afinal, um bom nerd costuma preferir o que é técnicamente superior).
De certa forma, essa é uma vitória simbólica para a Sony. Nos anos 80, ela viu seu padrão de vídeo (Betamax) ser derrotado pela concorrência (VHS). Apesar de tecnologicamente superior, o Betamax não foi bem recebido pela indústria do entretenimento, que via no VHS uma tecnologia comercialmente mais interessante. Hoje, a situação é diferente. Questões comerciais ainda são muito importantes, mas o consumidor está muito mais exigente e o mercado começa a reconhecer esse interesse por tecnologias de ponta.
Agora só nos resta aguardar por equpamentos Blu-ray acessíveis aqui no Brasil, mas essa é outra história...
Telefonia Celular Analógica nos EUA (1978 † 2008)
Em 1973, Martin Cooper (então funcionário da Motorola) realiza a primeira ligação via telefone celular da história. 5 anos mais tarde, a Bell Labs lança de forma experimental a primeira rede de telefonia celular norte-americana.
Durante os anos 80, as redes celulares trabalhavam exclusivamente com a tecnologia analógica, o que limitava bastante a oferta de serviço de transmissão de dados. A partir de 1990, a situação começa a mudar com a introdução de tecnologias digitais como Digital AMPS, TDMA, GSM e CDMA.
Hoje, com a grande expansão das redes de terceira geração, temos acesso constante a uma gama variada de serviços, desde simples mensagens de texto ao compartilhamento de conteúdo multimídia. Nesse novo cenário, a telefonia analógica tornou-se completamente obsoleta, apesar de ainda ser mantida em operação.
A partir de hoje, nos EUA, as redes analógicas finalmente deixarão de existir pois empresas como Verizon e AT&T passarão a operar apenas nas redes GSM e CDMA. No Brasil, a telefonia analógica ainda deverá ficar conosco por algum tempo, mas é interessante acompanhar a inevitável migração para o digital que logo ocorrerá em todo o planeta.
"Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia".
O título deste blog é uma referência direta a esta citação de Arthur C. Clarke, um dos mais conhecidos autores de ficção científica. Para Clarke, nosso espanto com o inexplicável é conseqüência de nossas próprias limitações e não de uma impossibilidade tecnológica.
Este blog é mais um criado para discutir tecnologia. Entretanto, o que pretendo mostrar aqui é apenas o ponto de vista de um simples usuário que gosta de se manter informado sobre o que está sendo desenvolvido por aí. Não pretendo bombardear vocês com termos técnicos e explicações científicas, tudo o que quero é conversar sobre como as tecnologias digitais podem ajudar ou atrapalhar nosso dia a dia.
Estamos vivendo um período de grandes mudanças. Ser contra ou favor do progresso tecnológico é irrelevante, ele está aí e seu ritmo não irá diminuir. O que devemos fazer é criticar o modo como esse progresso está ocorrendo e buscar moldá-lo de acordo com as necessidades de nossa sociedade. Para isso, devemos conhecer o que existe a nossa volta e quais os caminhos que podemos seguir a partir daqui.
Este é um blog aberto para troca de idéias e opiniões. Gostaria de contar com a ajuda de vocês para que possamos discutir os assuntos aqui apresentados de forma inteligente. Não é essa uma ótima maneira de contribuir na construção desse mundo digital?
Boas vindas a todos os visitantes, vejo vocês em breve!
Pois é...nesse mundo tecnológico alguns prazos de validade são cada vez menores. E a morte de tecnologia é o preço... read more
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